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São Sebastião, o padroeiro de Bagé, é também padroeiro dos militares.
Em 20 de janeiro de 1813, uma procissão transladou a imagem de São Sebastião da Guarda da Coxilha para o acampamento militar deixado por Dom Digo de Souza. Assim começou a história da Catedral. Inicialmente, a imagem ficou em um rancho e em 1815 iniciou-se a construção de uma igreja em louvor do santo. Concluída em 1820, a antiga igreja era muito simples, resumindo-se a uma capela-mor e tendo como corpo um galpão coberto de palha. A imagem de S. Sebastião continua em poder da Igreja.
Dois casamentos ilustres realizaram-se na antiga Igreja: e o Emílio Mallet (Marechal do Exército, barão do Itapevy e Patrono de Arma do Exército) com Joaquina Castorina de Medeiros (filha do fazendeiro coronel Antônio de Medeiros Costa), em 1828; e o do Tenente Manuel Luis Osório (Marechal do Exército e Marquês do Herval) com Francisca (filha de Zeferino Fagundes de Oliveira), em 1835.
A Igreja sofreu vários danos durante as Guerras Cisplantina e dos Farrapos, prejudicando suas estruturas.
Em 15 de novembro de 1844, Duque de Caxias (então Marquês de Caxias), esteve em Bagé. Foi recebido pelo padre Lourenço Cazas Novas, que convidou Caxias para um Te-Deum para homenagear a vitória das forças imperiais sobre os farroupilhas no combate dos Porongos. Mas Caxias, já pensando na construção da paz, respondeu que se fizesse uma Missa de Defuntos, pela alma dos que morreram no combate. Esta resposta está perpetuada numa placa de bronze.
A antiga Igreja passou vários anos em estado precário, até que foi demolida para se iniciar a construção de uma nova. A atual Matriz começou a ser construída em 1862 e foi concluída em 1878. Porém, em 1865, quando já estavam prontos a capela e o altar-mor e a Igreja já estava coberta, começaram os cultos ao divino.
O projeto foi do arquiteto José Obino. A verba para a obra veio do Governo da Província, espetáculos feitos para arrecadar recursos e donativos da população. Uma grande doação (de 12 contos de réis) foi feita pelo Sr. Carlos Silveira Martins (pai de Gaspar Silveira Martins), com a condição de que uma das torres abrigasse o túmulo de sua família. O comerciante espanhol Ramon Galibern trouxe, da Espanha, um relógio de presente para a Matriz, que ficou preso na alfândega de Rio Grande por aproximadamente um ano, e só foi colocado na torre, à esquerda da entrada, em 1873.
Em 16 de outubro de 1865, Bagé recebeu a visita de D. Pedro II, e houve Te-Deum na Matriz, que ainda estava em obras. Em 20 de fevereiro de 1885 foi a vez da Princesa Isabel vir à cidade, para encontrar o seu esposo, o Conde D’Eu. Ambos foram recebidos na Igreja (já pronta), e também houve Te-Deum, em ação de graças. Um ano antes – 1884 – na Igreja já havia sido comemorada a abolição da escravidão em Bagé (28 de setembro de 1884).
Em 1893, durante a Revolução Federalista, a Catedral e a Praça foram palco de grandes acontecimentos, no episódio que ficou conhecido como Sítio de Bagé, quando forças revolucionárias, pretendendo tomar a cidade, obrigaram os legalistas-republicanos, comandados pelo Coronel Carlos Maria da Silva Telles, a armar a defesa da Praça. O templo se transformou em hospital de sangue, enquanto junto às paredes laterais se sepultavam os mortos. A Igreja ficou com suas paredes cravejadas de balas. Só a imagem simbolizadora da Esperança, na fachada, não recebeu nenhum projétil. Celebrada a pacificação, voltou a cidade à normalidade. Com doações de fiéis, comandados pelo cônego Bittencourt, a Igreja foi sofrendo reformas e reparos (chão, altar, etc.), sendo executado o que era possível.
A Catedral recebeu nova pintura em 2003, graças ao apoio da comunidade.
fonte: http://portais.unipampa.edu.br/bage/telefonesinf-uteis/88

San Sebastian, the patron of Bage, is also patron of the military.
On January 20, 1813, a procession translate the image of St. Sebastian's Guard Coxilha to the military camp left by Dom I say de Souza. Thus began the history of the Cathedral. Initially, the image was on a ranch and in 1815 began building a church in honor of the saint. Completed in 1820, the old church was very simple summing up to a chapel and taking the body as a straw-covered shed. The image of S. Sebastian is still held by the Church.
Two illustrious marriages took place in the ancient Church: and Emilio Mallet (Marshal of the Army, baron Itapevy and Patron of the Army Gun) at Joaquina Castorina de Medeiros (daughter of rancher Colonel Antonio de Medeiros Costa), in 1828, and the Lieutenant Luis Manuel Osorio (Marshal of the Army and the Marquis Herval) with Frances (daughter of Zeferino de Oliveira Fagundes) in 1835.
The church suffered severe damage during the Wars Cisplantina and Rags, damaging their structure.
On November 15, 1844, Duque de Caxias (then Marquis de Caxias), was in Bage. He was received by Father Lawrence Cazas Novas, who invited Caxias for a Te Deum to celebrate the victory of the imperial forces on the fighting of farroupilhas Porongos. But Caxias, already thinking of building peace, replied that he did a Mass for the Dead, for the souls of those killed in combat. This response is perpetuated in a bronze plaque.
The Old Church spent several years in precarious conditions, until it was demolished to start building a new one. The current Matrix began construction in 1862 and was completed in 1878. But in 1865, when they were ready the chapel and the main altar and the church was already covered, they began to worship the divine.
The project was designed by architect Joseph Obino. The budget for the work came from the provincial government, shows made to raise funds and donations of the population. A large donation (12 contos) was made by Mr. Carlos Silveira Martins (father of Gaspar Silveira Martins), with the proviso that one of the towers housed the tomb of his family. The Spanish merchant Ramon Galibern brought from Spain, a watch as a gift for Mother, who was arrested at customs in Rio Grande for about a year, and was only placed in the tower to the left of the entrance in 1873.
On October 16, 1865, received a visit from Bage D. Pedro II, and there was Te Deum in the Matrix, which was still under construction. On February 20, 1885 was the time of Princess Elizabeth to come to town to find her husband, the Count D'Eu. Both were received into the Church (already prepared), and there was also Te Deum in thanksgiving. A year before - in 1884 - the Church had been celebrated the abolition of slavery in Bage (September 28, 1884).
In 1893, during the Federalist Revolution, the Cathedral Square and saw three major events in what became known as Site of Bage, when revolutionary forces, intending to take the city, forced the loyalists, republicans, led by Colonel Carlos Maria da Silva Telles, the defense arm of the Square. The temple became a hospital for blood, while along the side walls were buried the dead. The church got its walls pocked by bullets. Only the image symbolizing Hope, on the facade, received no projectile. Concluded the pacification, the city returned to normalcy. With donations from the faithful, led by Canon Bittencourt, the church was undergoing repairs and reforms (floor, altar, etc..) Running what was possible.
The Cathedral received new paint in 2003, thanks to community support.

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Additional Photos by Gilberto Sander Muller (gilbertom) Gold Star Critiquer/Gold Star Workshop Editor/Gold Note Writer [C: 623 W: 75 N: 528] (2426)
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