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Papoula
Nome científico: Papaver rhoeas (papoula-comum), Papaver somniferum (papoula-dormideira). Família: Papaveráceas. Nome comum: P. rhoeas – papoula-comum, papoula-silvestre, papoula-das-searas, papoula-dos-cereais, papoula-ordinária, papoula-vermelha-dos-campos. P. somniferum – papoula-dormideira, papoula-pelada.
Origem: Ásia e região do Mediterrâneo
Descrição e característica da planta: a família das Papaveráceas tem 19 gêneros e o gênero Papaver, 22 espécies, mas dessas, apenas duas (Papaver somniferum e P. bacteatrum) produzem quantidade razoável de ópio. A papoula é o nome comum dado às plantas do gênero Papaver. A planta é anual e herbácea. Elas são cultivadas como plantas ornamentais para comércio de suas belas flores, alimentares e oleaginosas de suas sementes ou para a extração de alcalóides com efeitos narcóticos e usos medicinais. Os caules são ramificados e contêm folhas ovais. As flores podem ser brancas, rosas, violáceas ou vermelhas. Os frutos são simples, secos e contém várias sementes no seu interior. A planta pode produzir um látex branco que circula por todos os seus órgãos e é considerado venenoso, pelos alcalóides presentes, com exceção das sementes maduras. Ela desenvolve-se bem em condições de temperatura amena a quente, locais com luz solar direta, solos úmidos, mas não encharcados, férteis e ricos em matéria orgânica. A propagação é feita através de sementes.
Os maiores produtores mundiais de papoula são: Afeganistão (maior produtor) Turquia, Irã, Índia, China, Líbano, Grécia, Sérvia, Monte Negro e na região sudoeste da Ásia. O fato de os países produzirem a papoula não se pode deduzir que são produtores de ópio.
Existem várias espécies de papoula que não produzem o ópio e apenas duas que o produzem. As não produtoras de ópio são plantadas como ornamentais, para a produção de flores e sementes. As sementes maduras, depois de torradas, são muito apreciadas como condimento em pães, isoladamente ou em mistura com as sementes de gergelim ou de girassol. As duas espécies, Papaver somniferum e Papaver bacteatrum produzem látex branco em todas as partes da planta. O ópio é extraído do látex obtido de cápsulas (frutos) que não atingiram a maturação e contém cerca de 25 alcalóides. Desses, o mais importante é a morfina, presente até 20% no ópio. Do ópio, obtém-se ainda a heroína.
A papoula é conhecida há mais de 5 mil anos - os sumérios já a utilizavam para combater problemas. Os antigos comiam a flor inteira ou a maceravam para obter o sumo. Na Mesopotâmia, curavam-se doenças com infusões obtidas a partir da papoula.
A papoula foi muito conhecida nos tempos remotos, tinha muito prestígio entre os médicos da Grécia antiga. Na mitologia grega era relacionada a Hipnos, o deus do sono, pai de Morpheu - que a tinha como planta favorita e, por isso, era representado com os frutos desta planta na mão. Há também uma estreita relação entre a papoula e a deusa grega Nix, a Noite, Deusa das Trevas, filha do Caos. Freqüentemente, ela é representada coroada de papoulas e envolta num grande manto negro e estrelado. Em muitas referências ela se localiza no Tártaro, entre o Sono e a Morte, seus dois filhos.
Hipócrates foi um dos primeiros a descrever seus efeitos medicinais contra diversas enfermidades. Há quem defenda que mais tarde, um médico grego em Roma, padronizou a preparação do ópio com uma fórmula (o mitridato) e a receitava aos gladiadores. O uso do ópio difundiu-se pela Europa no início do século XVI, mas sofreu forte combate quando a Igreja Católica começou a controlar os remédios. Foi por essa época que Paracelso, o famoso médico e alquimista suíço, elaborou um concentrado de suco de papoula - o láudano, que teria o poder de curar muitas doenças e até de rejuvenescer. A disseminação desta crença levou à popularização do seu uso em todo o mundo ocidental. Com o tempo e com a expansão das rotas comerciais, o ópio acabou por se tornar uma droga universal. O ópio é retirado a partir do látex encontrado nas cápsulas que não atingiram a maturação. Ao se fazer cortes na cápsula da papoula, quando ainda verde, obtém-se um suco leitoso, o ópio, que contém cerca de 25 alcalóides - o mais importante deles é a morfina, presente em até 20% no ópio.
Por volta de 1803, o cientista alemão Frederick Sertuener, observando que os diferentes subprodutos da papoula produziam efeitos diversos, procurou isolar os elementos narcóticos do ópio. Assim, ele obteve um cristal alcalóide de efeito muito intenso: era a morfina. O ópio e a morfina atuam como depressores do sistema nervoso central. Além disso, o ópio ainda contém outras substâncias, como a codeína, e é dele também que se obtém a heroína, uma substância semi-sintética, resultado de uma modificação química na fórmula da morfina. Todos os alcalóides do ópio são narcóticos. O maior problema dos opiáceos é o seu poder de provocar dependência. Tanto a morfina, como o seu derivado, a heroína, criam uma euforia de sonhos, seguida de uma sedação associada a uma sensação de bem estar. Entretanto, o uso constante e prolongado leva a um envenenamento crônico que pode causar deterioração física e até a morte. Os períodos de abstinência da droga são marcados por náuseas, insônia e intensas dores musculares.

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Additional Photos by Elza Maria Ferraz Barboza (florbelamaria) Silver Star Critiquer/Silver Workshop Editor/Gold Note Writer [C: 26 W: 11 N: 107] (327)
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