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Com a intenção de esclarecer a controvérsia à respeito da grafia do nome do Município e cidade de Paraty, se com Y ou I, já que as duas formas são normalmente usadas, à seguir explicaremos o que acontece.

Paraty, que na língua tupi, significa "peixe de rio" ou "viveiro de peixes", era o nome que os índios guaianás davam ao local onde hoje se situa a cidade.

Aqui, naquele tempo e ainda hoje, os paratis (peixe de família das tainhas - Mugil brasiliensis) vem durante o inverno desovar e procriar nos rios que desembocam na baía de Paraty e depois voltam ao mar.

Os colonizadores, por sua vez, mantiveram o antigo nome indígena.

Originalmente, o nome era grafado com dois "i": Paratii, posteriormente, já no século XVIII, aparece a grafia Paraty, com "y", que foi mantida até 1943, quando a Convenção Ortográfica Brasil-Portugal suprimiu o Y do alfabeto português.

A nova grafia não foi aceita pela comunidade paratiense, que, aferrada às suas caras tradições continuava a escrever Paraty.

Esta situação ambígua perdurou até 1972, quando o Senador Vasconcelos Torres, atendendo às solicitaçãoes feitas pelas autoridades locais, apresentou ao Senado Federal o Projeto de Lei no. 25, determinando que a grafia das cidades e monimentos históricos "tivessem os seus nomes expressos na forma ortográfica em que eram escritos antes de 18 de janeiro de 1944". A Comissão de Educação e Cultura, através de seu Relator, o Senador Milton Trindade, quanto ao mérito do projeto de lei, sugere: "...a nossa impressão vai mais longe: nenhuma medida oficial, amparada ou não em lei, conseguirá impedir a grafia de determinado nome continue sendo escrita de determinado modo, se, na verdade, O SEU REGISTRO É O QUE VEM DA TRADIÇÃO HISTÓRICA, IRREMOVÍVEL, SE CONSAGRADA PELO CONSENSO GENERALIZADO DE UMA COMUNIDADE..." ( o grifo é nosso).

O referido projeto de lei foi rejeitado porque os parlamentares acordaram que não se deveria impor às outras cidades históricas a grafia antiga, que poderia não lhes agradar.

Mas acatando a sugestão do Relator Milton Trindade, no Parecer no. 261, transcrito, a comunidade paratiense, através de seus Órgãos Públicos e entidades locais, passou a utilizar papéis timbrados com a grafia PARATY e vem insistindo para que todos passem a utilizar a antiga forma ortográfica.

À semelhança, porém, do que ocorre com o topônimo Bahia (cidade e estado) que é grafado com "h" e a palavra baiano não é, assim Paraty (cidade município) se escreve com "y", mas paratiense se escrev com "i". isto para se aplicar a Ortografia Brasileira vigente.

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Artigo de autoria de Diuner José Mello para o jornal a Tribuna de Paraty, no dia 07/08/1992.

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