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ENGENHO CENTRAL

O Engenho Central foi fundado em 19 de janeiro de 1881 pelo Barão de Rezende.
O complexo industrial deveria processar toneladas de cana-de-açúcar, com mais rapidez que os artesanais engenhos movidos à força de mula em maquinários trazidos da França, montados sob a direção de Antonio Patureaux e Fernando Desmoulin.
Em outubro de 1882, entrou em funcionamento o complexo agro-industrial composto de maquinário de oito cilindros com entradas automáticas das canas e saída do bagaço pelas fornalhas com três geradores da força de cem cavalos, servidos por uma chaminé de tijolos, com trinta e cinco metros de altura e três tanques de cobre para saturar a garapa.
Em 1888, o Barão de Rezende passou a ser seu proprietário exclusivo. Dois anos depois, em 1891 a Empresa do Engenho Central passou a se denominar Cia. Niágara Paulista com Cícero Bastos como sócio.
Rezende decidiu vender o engenho, em 1899, para três franceses, Durocher, Doré e Maurice Allain, com a denominação 'Sucrerie de Piracicaba'.
No ano de 1907 foi fundada a sociedade anônima 'Societé de Sucrerie Brèsilliennes' (S.S.B.), com a presidência de Maurice Allain, que ocupou o cargo até 1932, sendo sucedido por Pierre Allain.
A partir da década de 1950, a concorrência do açúcar dos outros países latino-americanos privilegiado pelos EUA no mercado internacional, a dificuldade de manutenção das peças importadas, e de mão-de-obra especializada fizeram a produção decair em todos os engenhos centrais, transformando-os em usinas.
Em 1970 a usina foi vendida para a 'Usinas Brasileiras de Açúcar, tendo funcionado até 1974, data de sua desativação.
Os antigos barracões foram substituídos por edifícios de alvenaria aparente, conforme a necessidade, a partir da década de 1920.
Da época do 'Engenho Central' quase não restou nenhuma construção, apesar de algumas remanescentes terem sido construídas aproveitando arcabouços antigos, como a antiga Moenda.
Este edifício foi ampliado ganhando nova fachada de linhas clássicas e simétricas, com um frontão ornamentado que apresentava originalmente um relógio.
Suas envasaduras foram projetadas em vergas retas e em arcos abatidos, com ornamentação construída com tijolos.
A Destilaria foi estruturada por vigas, pilares e peças inter-travadas, todos metálicos em sistema modulado, que possibilitou ampliações de pavimentos, pois as peças puderam ser reproduzidas e encaixadas.
O edifício reúne vários tipos de envasaduras, desde os vãos em arco pleno até janelas de guilhotina, sendo que todas as quatro fachadas diferem entre si.
Já o prédio do escritório, segue um padrão muito próximo ao residencial, com arcabouço em alvenaria de pedra, janelas de guilhotina e venezianas, e uma varanda cujos acessos se davam para o escritório do administrador e demais salas de trabalho.

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Additional Photos by Roberto Pontes Oliveira (RobbyBrasil) Silver Star Critiquer/Silver Note Writer [C: 10 W: 0 N: 17] (139)
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