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A Capitania da Bahia de Todos os Santos foi uma das Capitanias do Brasil durante o período colonial.
A costa do atual estado brasileiro da Bahia foi atingida e reconhecida por navegadores portugueses desde 1500, e desde então foi alvo da ação de contrabandistas de pau-brasil ("Caesalpinia echinata").
A baía que lhe dá o nome foi descoberta no dia 1 de novembro - dedicado, pelo calendário católico, a Todos os Santos -, pela primeira expedição exploradora em 1501.
Com o estabelecimento, pela Coroa Portuguesa do sistema de Capitanias Hereditárias para a colonização do Brasil (1534), o território do atual estado da Bahia estava distribuído entre vários lotes:

- da foz do rio São Francisco à do rio Jaguariçá,doado a Francisco Pereira Coutinho (Capitania da Bahia de Todos os Santos);
- da foz do rio Jaguariçá à do rio Coxim, a Jorge de Figueiredo Correia (Capitania de Ilhéus); e
- da foz do rio Coxim à do rio Mucura, a Pero de Campos Tourinho (Capitania de Porto Seguro).

O lote que constitui a Capitania da Bahia foi doado em 5 de março de 1534. Quando o seu donatário chegou, dois anos mais tarde, já existia na baía de Todos os Santos uma pequena comunidade de europeus entre os quais se destacava Diogo Álvares Correia, o Caramuru, com a esposa, Catarina Paraguaçu, e muitos filhos. Com o auxílio destes, Francisco Pereira Coutinho fundou uma povoação (Vila do Pereira depois Vila Velha, 1536) no alto de Santo Antônio da Barra, onde ergueu uma casa-forte (Castelo do Pereira). A paz reinou durante alguns anos, estabelecendo-se engenhos e espalhando-se as culturas de cana-de-açúcar, algodão e tabaco.
Ao final de quase uma década, o estabelecimento inicial foi arrasada por um maciço ataque dos Tupinambás (1545), que forçou os colonos a se refugiarem na vizinha Capitania de Porto Seguro.
Negociada a paz, ao retornarem à Vila do Pereira, o donatário e os colonos naufragaram durante uma tempestade diante da Ilha de Itaparica, tendo os sobreviventes sido capturados e devorados pelos indígenas (1547).
Diante dessa tragédia, as terras de Francisco Coutinho foram adquiridas aos respectivos herdeiros pela Coroa Portuguesa (1548), para nelas ser estabelecido o Governo-geral da colônia. Os demais estabelecimentos da região, à época (Capitanias de Ilhéus e de Porto Seguro), também foram devastados pelo indígena revoltado. A partir de então a Capitania Real da Bahia tornou-se a sede da colônia portuguesa na América, sendo fundada, para esse fim, a cidade de Salvador, pelo primeiro Governador-geral, Tomé de Sousa.
Às vésperas da Independência do Brasil, a 28 de fevereiro de 1821, a Capitania da Bahia tornou-se uma província e assim permaneceu durante todo o período imperial. Com a Proclamação da República Brasileira (1889), a província tornou-se o atual estado da Bahia.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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A título de curiosidade, o bonito monumento que se encontra praticamente à frente da Capitania dos Portos, é chamado de "MONUMENTO À CIDADE DO SALVADOR". É obra do escultor Mário Cravo Jr. que foi implantada num período de mudança da estrutura urbana de Salvador.
Confeccionada em “fiberglass”, a escultura consiste numa tentativa de conciliar a cidade antiga e o dinamismo dos novos tempos. Esta passou por uma reforma no ano de 2004, que contou com a supervisão da Fundação Gregório de Mattos e do próprio autor.

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