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Em Agosto visitei a sempre fresca cidade da Guarda, no seu centro e ponto mais alto encontramos a magnifica Sé Catedral da cidade.
Muito fácil de chegar à Guarda pela A23.

Transferida a diocese da velha Egitânia para a nova cidade da Guarda em 1199, por pedido de D. Sancho I ao Papa Inocêncio III, imediatamente se começou a construir uma catedral. Dessa primitiva construção, românica e possivelmente localizada junto da Torre do Mirante, hoje nada resta. Uma segunda Sé seria construída por D. Sancho II, no período de transição para o Gótico, mas também esta não chegou aos nossos dias.

A actual Sé deve-se ao impulso de D. Fernando que, em 1374, ordenou a demolição da velha Catedral, que se situava extra-muros e, assim, exposta aos perigos das guerras com Castela. Em 1390, já no reinado de D. João I, iniciava-se a construção da nova catedral, primeiro momento de um processo tão moroso que só viria a estar concluído em pleno reinado de D. João III, e por grande insistência do bispo D. Pedro Vaz Gavião.
São vários os elementos de interesse e sem paralelo no nosso país que a Sé da Guarda possui. Na fachada principal, por exemplo, o portal manuelino encontra-se ladeado por duas torres octogonais maciças e em forma de quilha na parte inferior. No interior, de três naves, transepto saliente e cabeceira tripartida, existe um desnível de terreno do portal principal para a capela-mor, o que obrigou a que o espaço dos tramos das naves não seja idêntico e regular, facto que atesta a qualidade do projecto arquitectónico seguido. Na capela-mor conserva-se o imponente retábulo escultórico maneirista, da autoria de João de Ruão, e que corresponde a uma hierarquia do espaço celeste.

Se as obras fundamentais decorreram durante a vigência estilística do gótico batalhino - há probabilidades de o projecto inicial se dever a um arquitecto saído do estaleiro dirigido por Huguet - , os portais manuelinos revelam a importância que D. Manuel deu aos pontos fundamentais de algumas obras, contrastando a riqueza decorativa destas micro-arquitecturas com a massa impressionante dos alçados. Do período de finalização das obras, data a Capela dos Pina, panteão de João de Pina, tesoureiro da Catedral, que nesta capela se fez sepultar num túmulo com jacente.

Em 1999 o IPPAR lançou uma empreitada de drenagens exteriores, tendo em vista a resolução de problemas de humidade no interior do templo. Paralelamente, decorrem obras de conservação e restauro da capela-mor e renovação da sinalética e iluminação.

In IPPAR

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Additional Photos by luis marques (alive) Gold Star Critiquer/Gold Note Writer [C: 93 W: 1 N: 185] (922)
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